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CÂNCER DE TIREÓIDE

O câncer da glândula tireóide é uma doença que pode atingir todas as faixas etárias, sobretudo os extremos de idade (muito jovens ou muito velhos) e que acomete principalmente as mulheres. Possui, em geral, altos índices de cura quando o tratamento adequado é instituído. Ao contrário de outros tipos de tumores como o câncer do estômago, mama ou próstata, dificilmente o doente tratado evolui para morte pela doença, exceto em casos extremamente avançados.

Diagnóstico

A principal queixa do paciente é a de nódulo na região cervical anterior. O diagnóstico é feito através da palpação do pescoço pelo especialista, ultra-sonografia da tireóide e punção biópsia aspirativa por agulha fina (PAAF). Exames de imagem mais sofisticados como a tomografia e a ressonância magnética trazem poucas informações e raramente são necessários.

Ultra-sonografia

Descreve o tamanho do(s) nódulo(s), se é sólido, cístico ou misto e a presença de irrigação sanguínea no interior do nódulo. Os nódulos únicos, sólidos, com irrigação sanguínea central são os mais suspeitos para câncer.

Punção biópsia aspirativa por agulha fina (PAAF)

É o exame mais importante para o diagnóstico. Via de regra, todo nódulo sólido deve ser puncionado. O exame da PAAF pode corresponder normalmente aos seguintes diagnósticos:
1. Bócio – trata-se de doença benigna que terá indicação de cirurgia dependendo do tamanho e de sintomas de desconforto local.
2. Carcinoma Papilífero – é o câncer mais freqüente da tireóide e com maiores índices de cura pela cirurgia que deverá ser realizada sempre.
3. Padrão Folicular – são as punções duvidosas em que existe a chance de aproximadamente 15 a 20% de se tratar de um carcinoma folicular (2º tipo mais frequente de câncer da tireóide). As outras possibilidades são de um adenoma folicular (tumor benigno) ou de um bócio com muitas células tireoideanas (área de hiperplasia benigna). Como o risco de 15 a 20% não é desprezível e a diferenciação entre benigno e maligno não poderá ser feita com certeza por nenhum outro exame, todos os pacientes com este resultado deverão, a princípio, serem operados.
4. Tireoidite Linfocítica: trata-se de uma inflamação da tireóide. Normalmente não há necessidade de cirurgia. Deve-se examinar a dosagem de hormônios tireoideanos, pois a tireoidite pode levar a diminuição da produção destes hormônios. Se isso ocorrer realiza-se a reposição hormonal com medicamento.

Tipos de câncer de tireóide

Os principais tipos são:

1. Carcinoma papilífero: corresponde a aproximadamente 75% dos tumores malignos. Seu índice de cura é alto com a cirurgia (90 a 95% dos casos).
2. Carcinoma folicular: é o 2º em freqüência (15% dos tumores). Sua evolução também é favorável (80 a 85% dos casos) com o tratamento.
3. Carcinoma medular: mais agressivo, menos de 10% dos casos. Dependendo de sua apresentação inicial (tamanho do tumor, comprometimento dos gânglios do pescoço) consegue-se com a cirurgia um bom controle da doença. Muitos pacientes depois de operados permanecem sem sinais de doença, mas com exames de sangue que demonstram resquícios de atividade tumoral e podem permanecer assim por anos, com vida normal.
4. Carcinoma anaplásico: gravíssimo e raro. O verdadeiro carcinoma anaplásico ocorre em menos de 1% dos casos, em pacientes de idade muito avançada e que possuíam bócio há anos. A doença é fatal na maioria dos casos, levando à morte em pouco tempo.

Tratamento

O tratamento do câncer de tireóide é sempre cirúrgico. Nos tumores papilífero e folicular procede-se, normalmente à remoção completa da tireóide (tireoidectomia total) e pesquisa de gânglios do pescoço comprometidos pelo câncer. Se forem encontrados gânglios comprometidos realiza-se a retirada dos mesmos (esvaziamento cervical). No pós- operatório o paciente deverá ser submetido ao exame de pesquisa de corpo inteiro com iodo (PCI) e dosagem de tireoglobulina no sangue, que é um marcador do tumor. Dependendo de alguns fatores como tamanho do tumor, extensão do tumor para fora da tireóide, presença de gânglios comprometidos, resultado da PCI e da tireoglobulina o paciente poderá ser submetido no pós-operatório a uma dose maior de iodo para “queimar” resquícios do câncer. Não é utilizada radioterapia, nem quimioterapia. Após a cirurgia o paciente recebe a reposição do hormônio da tireóide em uma quantidade que também o protege da reativação da doença.
Para o câncer medular somente a cirurgia é eficaz. Não se faz iodo no pós-operatório. A operação consiste na remoção completa da tireóide (tireoidectomia total) e retirada dos gânglios do pescoço (esvaziamento cervical) mesmo não havendo aumento destes pois o índice de comprometimento é muito alto.
O câncer anaplásico normalmente é intratável. Muitas vezes somente a biópsia é feita e colocação de traqueostomia para garantir a respiração do paciente. Tenta-se tratar com radioterapia e quimioterapia.

Médico Responsável:                                        
Dr. Fábio Roberto Pinto

 

 
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